terça-feira, 5 de maio de 2026

FESTIVAL SANTOS DA CASA - 5ª SEMANA





















05 de maio de 2026
Esteves
Café Concerto Coimbra
Convento São Francisco
19h30

#cafecurto
#fsdc2026
BLUE HOUSE

Após o disco homónimo de 2019 e O Alpinista (2022), aclamado pela Blitz como um dos discos do ano, Esteves — também letrista e vocalista dos Trêsporcento — regressa em 2025 com o EP Onde Seria Onde. Em O Alpinista, o músico debruçou-se sobre temas contemporâneos como o drama dos refugiados (Que o Mar Leve), a pandemia (Ter Onde Ficar) e a celebração da beleza natural de Portugal (Caminho Plano). No novo EP, que conta com a participação de vários convidados, entre os quais Cat Falcão (Golden Slumbers, Monday), Frankie Chavez e Pedro Branco, Esteves aprofunda a exploração da condição humana e do contexto social e cultural que a molda, cruzando a tradição popular portuguesa com a folk anglo-saxónica, sempre guiado pela sua inconfundível escrita em português. Neste showcase, Esteves assume a voz e as guitarras, acompanhado em palco pelo multi-instrumentista João Gil (Vitorino Voador, You Can't Win, Charlie Brown, SAL).





















07 de maio de 2026
Psicose de P. Novo
Centro Cultural Penedo da Saudade
18h00

#fsdc2026

PSICOSE é um disco experimental em processo de edição. 

Parte do livro de poesia homónimo, da autoria de P. Novo, publicado pelo projeto editorial experimental Subsolo, em dezembro de 2023. Em outubro de 2024, a Subsolo levou Luana Novo (P. Novo) à Casa das Artes Bissaya Barreto para criar o disco em residência artística. Este conta com a participação da autora, da poeta e editora da Subsolo, Lia Cachim, e dos músicos Ricardo Brito e Guilherme Portugal, e ainda com Francisco Tinoco a criar a arte visual. 

A primeira apresentação pública aconteceu na Feira do Livro de Coimbra, por convite da Associação Cultural Apura. PSICOSE foi o espetáculo de abertura do festival Letra, em Leiria, em novembro de 2025.

O HOMEM QUE FUGIU DO MUNDO E NOVOS ROMÂNTICOS JUNTOS NO PORTO





















O Homem que Fugiu do Mundo
e Novos Românticos sobem ao palco no próximo dia 16 de maio, no AL859, no Porto, para um concerto de apresentação conjunta dos respetivos álbuns de estreia - “Sílfio” e “Criptopátria”. As portas abrem às 20h30, com início dos concertos às 21h. Os bilhetes estarão disponíveis à porta, com o valor de 5 euros.

Mais do que uma apresentação dupla, o espetáculo propõe um formato partilhado e interativo, onde os dois projetos se cruzam em palco e apresentam os seus discos em simultâneo. A estrutura do concerto parte de uma lógica de alternância, definida em tempo real através de um lançamento de moeda digital, envolvendo também o público na decisão sobre o arranque e a sequência das atuações.

Ao longo do espetáculo, Vítor Pinto - responsável por O Homem que Fugiu do Mundo - e David Félix - dos Novos Românticos - acompanham-se mutuamente em palco, criando um diálogo contínuo entre os dois universos e diluindo a fronteira entre atuação individual e colaboração.

Editado recentemente, “Sílfio” afirma-se como um trabalho conceptual que parte da metáfora de uma planta extinta para refletir sobre a condição humana contemporânea. O disco constrói-se em torno de uma tensão entre o real e o irreal, propondo uma leitura crítica de um presente marcado pela repetição, pela exaustão e pela instrumentalização da mente. Projeto a solo de Vítor Pinto, O Homem que Fugiu do Mundo assume uma abordagem autoral e independente, com o artista a assinar todas as etapas do processo criativo.

Já “Criptopátria”, álbum de estreia de Novos Românticos, apresenta-se como um retrato fragmentado do presente, cruzando comentário político, tensão identitária e uma dimensão íntima. Num registo pós-punk centrado na palavra, o disco constrói uma narrativa onde o coletivo e o individual se contaminam, refletindo um tempo marcado pela ambiguidade e pelo excesso.

O concerto de 16 de maio no AL859 surge assim como um espaço de encontro entre dois projetos distintos, mas alinhados numa abordagem autoral e reflexiva, propondo uma experiência ao vivo que privilegia a interação, o risco e a construção em tempo real.

ZIGURFEST REGRESSA A LAMEGO





















Quinze anos depois da primeira edição, o ZigurFest volta a Lamego para uma última celebração antes de uma nova fase, reunindo de 20 a 22 de agosto o melhor da criação contemporânea nacional num regresso às suas raízes.

Quinze anos depois da primeira vez (ainda se lembram de 2011?), e prestes a mergulhar numa metamorfose há muito planeada, o ZigurFest regressa uma última vez com um clássico de verão: de 20 a 22 de agosto, voltamos às origens para vos abraçar e levar pela mão numa viagem ao epicentro da mais urgente, premente e entusiasmante cultura feita em solo nacional.

Estamos aí — há 15 anos! —, prontos para vos servir uma dose de risco saudável, apropriada dos 7 aos 77 anos, e com aquela ingenuidade que todos os anos nos faz acreditar que há “em todas as ruas um palco, em todos os palcos uma descoberta”.

Voltar a agosto e ao eixo nevrálgico que deu vida a este festival — TRC, Olaria, Ponte e Alameda — é, mais do que um exercício nostálgico, uma catarse necessária para nos soltarmos das amarras do passado e nos entregarmos, sem receios, ao que o futuro nos reserva.

Há já algum tempo que trabalhamos numa nova mudança, mas não queremos precipitar o próximo capítulo que a associação Zigur e o ZigurFest se preparam para escrever na cidade e nas suas comunidades. Falaremos de tudo isto a seu tempo, com o cuidado, carinho e respeito que vocês merecem. Para já, queremos que saibam duas coisas: o nosso futuro partilhado está assegurado e é mais claro do que nunca. E o presente, esse, ainda que por vezes pareça nublado, é para ser celebrado com o mesmo espírito de comunhão que temos procurado construir até aqui.

Assim, queremos honrar a história do festival e de todos os que o tornaram possível, olhando para a sua origem e tradições, com um cartaz que, como sempre, acreditamos ser um reflexo atual não só do nosso meio artístico, mas também do mundo e da sociedade que nos rodeiam: em constante reinvenção e redescoberta, sim, mas também em resistência, luta e numa recusa de conformismos e romantismos cansados.

O cartaz final do ZigurFest, com design, uma vez mais, assinado por Rui Pedro Martins e resultado de uma recolha fotográfica feita nas ruas da cidade, será desvendado em breve. Para já, apontem na agenda: de 20 a 22 de agosto, transformamos o mundano em prodigioso, o comum em extraordinário, o confronto em diálogo aberto.

BRUNO PERNADAS, CLUB MAKUMBA, INÊS MARQUES LUCAS E MEMÓRIA DE PEIXE NOS BANHOS VELHOS DESTE ANO









De maio a setembro, o Museu Cultural de Caldas das Taipas, em Guimarães, recebe concertos, cinema, tertúlias, teatro, ateliers infantis, visitas guiadas, uma noite de astronomia e até uma aula de iniciação à canoagem. A 15ª edição desta temporada cultural apresenta mais de 20 iniciativas para todas as idades, sempre com entrada livre.

A 15ª edição dos Banhos Velhos traz várias novidades, tanto na programação como na utilização do espaço. Nas palavras de Luís Mota da organização, “entre as principais inovações estão novas atividades, como os Banhos de Canoa, que ligam o evento à natureza e ao rio, e a reformulação do workshop de escrita criativa, agora adaptado a diferentes públicos. A programação inclui também uma tertúlia com diretores de grandes festivais de verão, incentivando a reflexão sobre a música ao vivo em Portugal”. Há ainda um reforço da aposta na música local, com dois dias extra dedicados a bandas da região de Guimarães. Quanto ao espaço, “os concertos terão uma abordagem mais intimista, concentrando-se no recinto dos Banhos Velhos, valorizando o caráter único do local”, reforça Luís Mota.

Ao longo de mais de 4 meses, o público poderá contar com a atuação de alguns dos nomes de maior destaque da música nacional. A música chega dia 5 de junho com Inês Marques Lucas e Rapaz Ego e, no dia seguinte, com apresentação do novo projeto local de THEO & The DONS; a 4 de julho o palco é entregue a Bruno Pernadas e Hot Air Balloon; agosto traz um dia de muita festa e celebração com Memória de Peixe e Fidju Kitxora, e ainda, a tradicional Noite de Fados com o Grupo de Fados da Vila; já em setembro há dose dupla, no dia 18, com Club Makumba e PZ + Banda Pijama, enquanto que, no dia 19, a temporada encerra com as bandas locais This Penguin Can Fly e Tyroliro. Ainda no universo musical, destaque para uma tertúlia muito especial que coloca em perspetiva os últimos 15 anos de música ao vivo em Portugal e reflete sobre os próximos 15 com convidados de relevo da cena musical nacional.

A área de serviço educativo, marca o arranque da tempora cultural a 23 de maio, com a apresentação do livro “As lontrinhas regressam ao Parque das Taipas” numa parceria entre o agrupamento de escolas das Taipas, o clube Náutico das Taipas e a Taipas Termal. Há ainda para explorar duas oficinas de barro, uma aula de iniciação à canoagem, workshop de escrita criativa e character design, visitas guiadas e uma noite de astronomia.

O cinema ao ar livre é também presença regular e, por isso mesmo, regressa às Piscinas de Verão da Taipas Termal. Em julho, acontece a primeira sessão com a exibição do filme “It was just an accident” de Jafar Panahi. Em agosto, “Sentimental Value” de Joachim Trier completa o ciclo.

O teatro fará, também, o seu regresso à agenda cultural dos Banhos Velhos pela companhia de teatro ATRAMA com a peça “Aquistas” – uma peça onde o público é convidado a participar ativamente num contexto de “relax” no SPA Termal. Em setembro, a fechar a temporada, o GTAC – Grupo de Teatro Amador de Campelos, traz ao museu cultural a peça “Apeadeiro Rural”.

À 15ª edição, os Banhos Velhos consolidam um modelo que combina diversidade artística com uma forte ligação ao território, equilibrando a continuidade de iniciativas já reconhecidas pelo público com espaço para inovação, aproveitando as condições e infraestruturas da vila termal. Esta temporada cultural mantêm a sua identidade como evento gratuito, inclusivo e pensado para todas as idades. O programa completo é atualizado em permanência em taipastermal.com ou na página do Facebook e Instagram dos Banhos Velhos.

TRAVO EM BARCELOS

 



















Os Travo vão atuar no Theatro Gil Vicente, em Barcelos, na próxima sexta-feira, no âmbito do ciclo concertos triciclo. O espetáculo vai decorrer em formato blackbox, ou seja, com banda e público em cima do palco.

Oriundos das cidades vibrantes de Braga e Porto, os Travo são um caso sério de fusão única de um psicadelismo de alta voltagem e uma atitude garage rock sem remorsos.

Com o lançamento do seu segundo álbum “Sinking Creation” (2022), que marcou uma revolução na sonoridade da banda, os Travo foram catapultados para os maiores palcos nacionais e começaram a ser descobertos no underground europeu através dos seus concertos explosivos.

São autênticas erupções de energia psicadélica, cativando o público com a intensidade de um surto de rock n’ roll. Dos berros, guturais, aos eletrizantes solos de guitarra, os travo possuem uma habilidade fantástica de fazer de cada performance uma experiência visceral.

O último disco da banda, “Astromorph God” (2023), foi definido para distorcer a realidade e redefinir as suas fronteiras sonoras mais uma vez. Somando-se à saga, os Travo fizeram parceria com a Spinda Records (Espanha) numa co-edição com a Gig.rocks!, para distribuição global, uma prova da sua influência em expansão

A programação completa está disponível em www.triciclobcl.pt

Bilhetes disponíveis na bilheteira do Theatro Gil Vicente, BOL e locais habituais.

CATARINA BRANCO ANUNCIA NOVAS DATAS





















Depois de apresentar “Acordava cansada” ao vivo na BOTA Anjos, em Lisboa, no passado dia 2 de maio, Catarina Branco revela agora novas datas de apresentação do seu mais recente álbum.

A cantautora leva o disco a diferentes cidades ao longo dos próximos meses, com concertos confirmados para o dia 16 de maio no RCA – Radioclube Agramonte, no Porto, a 5 de junho na Cooperativa Mula, no Barreiro, a 9 de agosto no Festival de Arronches e a 3 de novembro no Café Curto, em Coimbra.

Editado recentemente em formato digital e vinil, “Acordava cansada” marca um novo momento no percurso da artista, aprofundando uma linguagem mais densa, introspetiva e minimal. Depois de um primeiro concerto em Lisboa, a apresentação ao vivo do disco expande-se agora para outros contextos, mantendo a proximidade e a contenção que caracterizam este trabalho.

Construído a partir de um lugar de silêncio e melancolia, o álbum afirma-se como o reverso de uma discografia anteriormente marcada por canções mais luminosas. Em palco, essa abordagem traduz-se num registo centrado na palavra, na voz e na escuta atenta, onde cada canção se desenvolve como a materialização de um estado emocional em transformação.

Do ponto de vista sonoro, “Acordava cansada” aproxima-se de uma estética folk minimalista, privilegiando a captação de instrumentos acústicos e a redução dos elementos ao essencial. Este princípio prolonga-se na apresentação ao vivo, reforçando a dimensão íntima do projeto e a relação direta com o público.

Integralmente composto, produzido, captado e misturado por Catarina Branco, o disco resulta de um processo desenvolvido ao longo de vários anos, incluindo uma residência artística na Casa de Gigante, no Vale do Pereiro. Para a sua concretização, a artista contou com a colaboração de Sara Gonçalves, Leonor Orca, Mariana Camacho, Catarina Valadas, Rodrigo Nogueira e Bá Álvares.

Natural do Oeste, Catarina Branco tem vindo a afirmar uma identidade artística marcada pela tensão entre o íntimo e o exterior, propondo uma escuta centrada no silêncio, na sombra e no que permanece por dizer.

Com estas novas datas, a artista dá continuidade à apresentação de “Acordava cansada”, prolongando ao vivo o universo sonoro e poético do disco.

BATEU MATOU E TATANKA JUNTOS EM PALCO





















Tatanka
apresenta esta semana dois concertos em nome próprio, no Porto e em Lisboa, revelando agora a participação especial do coletivo Bateu Matou no espetáculo de 13 de maio, no Teatro Tivoli BBVA, onde será apresentado ao vivo, pela primeira vez, Olinda, novo single conjunto, com edição prevista para 15 de maio.

A colaboração com Bateu Matou, projeto de Ivo Costa, Quim Albergaria e Riot, resulta numa canção luminosa, que cruza a dimensão rítmica da percussão e eletrónica característica do grupo, com o soul da voz de Tatanka e referências de raízes tradicionais.

O concerto de Lisboa conta também com a participação de Marisa Liz e Janeiro. Já esta quarta-feira, 6 de maio, no Teatro Sá da Bandeira, no Porto, Tatanka recebe Os Azeitonas e David Pessoa.

Após várias ocasiões em que Tatanka se juntou à banda em palco, Os Azeitonas integram agora o seu espetáculo no Porto, reinterpretando temas do seu repertório num encontro entre pop e rock. A noite conta ainda com David Pessoa, músico, compositor e cantor, membro dos Fogo-Fogo, com um percurso marcado pelo fusão de influências que vão do fado à morna, passando pelo blues e pelo soul.

Em Lisboa, Tatanka recebe Marisa Liz para um dueto concebido de raiz para este espetáculo. O encontro entre duas das vozes mais carismáticas da música portuguesa antecipa-se como um dos momentos de maior intensidade da noite. Tatanka convida também Janeiro, cantor, compositor e multi-instrumentista que tem vindo a afirmar um percurso singular na música portuguesa, cruzando a canção com influências de MPB, jazz e eletrónica, num universo marcado pela experimentação.

Duas noites que reforçam esta nova fase artística de Tatanka, marcada por um registo mais íntimo, autoral e colaborativo, e antecipam o lançamento do próximo álbum de estúdio, com edição prevista ainda este ano.

O alinhamento inclui os dois temas já conhecidos, O Barco e Balada de um gajo invisível, e novas canções que têm vindo a ser reveladas ao vivo, refletindo um processo criativo em curso, aberto à experimentação.

Neste novo ciclo há também uma dimensão de intervenção social: recentemente, Tatanka esteve no norte de Moçambique, numa ação com a ONG Helpo, onde desenvolveu um novo tema que dará origem ao hino da organização, com edição prevista para 16 de junho.

Os concertos acontecem já esta semana e os últimos bilhetes encontram-se disponíveis em ticketline.pt e nos locais de venda habituais.

Cantor, guitarrista e compositor, Tatanka (Pedro Taborda Caldeira) é uma das figuras mais singulares da música portuguesa contemporânea. Construiu uma identidade própria na intersecção entre a soul, o blues e o pop-rock, alcançando projeção internacional como vocalista e frontman dos The Black Mamba, banda que fundou em 2010.

Em paralelo, desenvolve desde 2016 um percurso a solo mais pessoal e introspetivo, cantado em português. Após os primeiros singles “Alfaiate” e “De Alma Despida”, editou em 2019 o álbum “Pouco Barulho”, onde cruzou narrativas íntimas com influências da soul, do fado e da música de intervenção, incluindo a colaboração de Miguel Araújo em “Império dos Porcos”. Um caminho artístico totalmente livre, marcado por atuações intensas e uma escrita que aproxima a alma portuguesa da tradição da soul americana.

JAZZ EM MAIO NA AMADORA





















De 7 a 10 de maio, o festival volta a ocupar vários espaços da cidade da Amadora com uma programação que cruza criação, mediação e grandes nomes do jazz internacional

A 14.ª edição do Amadora Jazz realiza-se de 7 a 10 de maio de 2026, consolidando um percurso que tem vindo a afirmar o festival como um dos mais consistentes espaços de apresentação, criação e mediação do jazz em Portugal. Os bilhetes já estão à venda na Ticketline e nos locais habituais.

Esse caminho torna-se particularmente evidente na continuidade do formato de residência artística, agora integrado de forma mais orgânica no ADN do festival. Após a estreia em 2025 com o encontro entre Luís Vicente e Hamid Drake, cujo resultado discográfico, Amadora Tapes, será lançado nos dias que antecedem esta edição, o festival volta a investir neste eixo com a residência do projeto FLORA, liderado por Marcelo dos Reis. Entre 7 e 9 de maio, o trio (com Miguel Falcão e Luís Filipe Silva) instala-se no Auditório de Alfornelos para um processo criativo que culminará em concerto e gravação, contando ainda com a participação do trombonista italiano Salvoandrea Lucifora.

A par da criação, o Amadora Jazz traz a si, este ano, a aposta na formação de públicos. A dimensão educativa surge como um dos pilares do programa, com destaque para a apresentação, em anteestreia, de Às voltas num loop, uma nova criação do Serviço Educativo e de Mediação do Jazz ao Centro Clube, que resulta de uma encomenda ao quarteto constituído por Gonçalo Guiné, Filipe Furtado, Filipe Fidalgo e Paulo Silva. Pensado para estudantes do ensino secundário, o espetáculo cruza rap e jazz num formato que aproxima linguagens e gerações, sendo apresentado na Escola Secundária Seomara da Costa Primo, no dia 7 de maio.

A edição de 2026 marca também a entrada da Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos no circuito do festival. É neste espaço que Miguel Calhaz apresenta ContraCantos, Vol. 2, um trabalho onde revisita, em formato intimista de voz e contrabaixo, canções de figuras maiores da música portuguesa.

Nos Recreios da Amadora, espaço fundador do festival, a programação assume, este ano, um perfil exclusivamente internacional, reunindo nomes maiores do jazz contemporâneo de ambos os lados do Atlântico. O pianista norte-americano Fred Hersch, figura maior do jazz atual e presença recorrente nas nomeações para os Grammy, apresenta-se em formato solo, numa abordagem profundamente pessoal ao instrumento. Segue-se o quarteto de Mary Halvorson, uma das mais inventivas guitarristas e compositoras da sua geração, cujo percurso tem vindo a redefinir fronteiras dentro do jazz contemporâneo.

O programa internacional completa-se com o encontro entre Louis Sclavis e Benjamin Moussay, dupla que, após décadas de colaboração, formalizou recentemente a sua cumplicidade em Unfolding (2024), disco editado pela ECM e amplamente reconhecido pela crítica.

O festival integra ainda um momento de celebração e reflexão em torno do centenário de Miles Davis, com uma sessão que cruza abordagem crítica e expressão visual, através de uma palestra multimédia de João Moreira dos Santos e uma exposição do artista XicoFran. A acontecer no Salão Nobre dos Recreios da Amadora.

O encerramento mantém-se fiel a uma das imagens de marca do Amadora Jazz, com a atuação da GeraJazz no Cineteatro D. João V, sublinhando o compromisso do festival com o desenvolvimento de jovens músicos e com a dimensão social da música.

Como sublinha a Câmara Municipal da Amadora, o festival “tem vindo a consolidar-se como uma referência no panorama cultural, reunindo algumas das mais relevantes figuras do jazz nacional e internacional, ao mesmo tempo que aposta numa programação diversificada, pensada para diferentes públicos e com especial atenção à formação de novos públicos”.

Para José Miguel Pereira da Associação Jazz ao Centro Clube "a presente edição do Amadora Jazz prefigura uma maior e mais profunda inscrição no território, colocando a iniciativa em contacto direto com diversas comunidades em vários espaços culturais municipais e assumindo, também, a Escola enquanto pólo cultural."

O Amadora Jazz é organizado pela Câmara Municipal da Amadora, em parceria com o Jazz ao Centro Clube

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Quinta-feira, 7 de maio, 15h
Escola Secundária Seomara da Costa Primo
M/6 | Atividade dirigida à comunidade educativa

Às voltas no loop!

Gonçalo Guiné voz, rimas e beats
Filipe Fidalgo saxofone alto e eletrónica
Filipe Furtado teclado
Paulo Silva bateria

Quinta-feira, 7 de maio, 17h
Recreios da Amadora / Salão Nobre
Entrada gratuita sujeita à lotação da sala.

100.º aniversário de Miles Davis
O génio do jazz revisitado no Amadora Jazz

João Moreira dos Santos e Xico Fran


Quinta-feira, 7 de maio, 21h
Recreios da Amadora
M/6 | 12,50 €

FRED HERSCH

Fred Hersch piano

Sexta, dia 8 de maio, 18h
Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos
M/6 | Entrada gratuita, limitada à lotação da sala

MIGUEL CALHAZ “ContraCantos”

Miguel Calhaz contrabaixo

Sexta, dia 8 de Maio, 21h00
Recreios da Amadora
M/6 | 10,00 €

MARY HALVORSON “Canis Major”

Mary Halvorson guitarra e composição
Dave Adewumi trompete
Henry Fraser contrabaixo
Tomas Fujiwara bateria

Sábado, 9 de maio, às 21h00
Recreios da Amadora
M/6 | 10,00 €

LOUIS SCLAVIS & BENJAMIN MOUSSAY

Louis Sclavis clarinete, clarinete baixo
Benjamin Moussay piano

Sábado, 9 de maio, às 23h00
Auditório de Alfornelos
M/6 | 5,00 €

MARCELO DOS REIS “FLORA” com Salvoandrea Lucifora

Marcelo dos Reis guitarra e composição
Miguel Falcão contrabaixo
Luís Filipe Silva bateria
Salvoandrea Lucifora trombone

Domingo, 10 de maio, 16h00
Cineteatro D. João V
M/6 | Entrada gratuita mediante levantamento de ingresso duas horas antes do início do concerto, sujeita à lotação da sala.

GERAJAZZ

Eduardo Lála maestro

segunda-feira, 4 de maio de 2026

NO SALÃO BRAZIL





















Embryo #3 Angélica Salvi e Luis Figueiredo
05 Maio • 21:30

Em Março, teve início um dos projetos mais relevantes no que diz respeito ao apoio à criação, inaugurando um modelo que se espera ter continuidade no futuro próximo. Trata-se de Embryo, projeto do pianista e compositor conimbricense Luís Figueiredo que, ao longo de cinco sessões, sempre nas primeiras terças-feiras do mês - vai criar um espaço de encontro com cinco excepcionais músicos da área do Jazz, que vão actuar em duo com o pianista em cada uma destas sessões, sendo que no último semestre do ano, a totalidade dos intervenientes se juntarão para uma residência artística onde o septeto trabalhará em conjunto as ideias musicais preparadas nos duos do primeiro semestre.

No mês de Maio, recebemos Angélica V. Salvi (harpista).

Artista espanhola radicada no Porto desde 2011, que se dedica à improvisação e à música contemporânea e eletroacústica, explorando técnicas de preparação e amplificação do instrumento na procura de novas sonoridades.

Inspirada na respiração, no movimento das marés e em referências emocionais e espirituais, Salvi conduz o público por uma viagem íntima e onírica, onde a repetição e o transe assumem um papel central, criando uma experiência imersiva e multifacetada; com formação em Salamanca, Madrid, Arizona e Haia, colaborou com compositores, improvisadores e orquestras de referência internacionais, desenvolvendo atualmente uma prática artística transversal que cruza performance, criação e pedagogia, sendo também professora no Conservatório de Música do Porto.

Abertura de portas: 21:00
Bilhetes: 7 eur • 5 eur

BILHETEIRA ONLINE

CORTADA NA TABACARIA EM COIMBRA

 



















Na sexta-feira, dia 8 de maio pelas 22h00 , a Tabacaria da acolhe o primeiro concerto em Coimbra dos Cortada. A banda oriunda de Lisboa vai estar a apresentar o seu disco de estreia “Gānbēi (干杯)”, editado em maio do ano passado pela Saliva Diva.

As oito músicas que compõem o disco brindam os ouvintes com uma rajada de noise-punk bruto e sem tempo a perder. Na palete sonora dos Cortada escutam-se guitarras dilacerantes, um baixo vigoroso, uma bateria pulsante que contrapõe contenção e fúria com mestria, e a voz desafiante e gritada na medida certa. Em “Gānbēi (干杯)”, o grupo não esconde as influências de algumas bandas seminais no espectro mais barulhento e experimental do rock, como os Big Black, The Jesus Lizard ou Chat Pile. Marcados por estas referências, Pedro Almeida (que também produz sob o alter-ego Dusmond, na voz e guitarra), Daniel Fonseca (outrora membro da banda de Vaiapraia e de MEIA/FÉ, segunda voz e guitarra), Lourenço Abecasis (de MEIA/FÉ, no baixo) e Bernardo Pereira (de Mordo Mia, na bateria) traduzem-nas num som aprimorado, refrescante e bastante único no panorama underground da música nacional. Depois de percorrerem vários palcos por todo o país, a banda passa agora por Coimbra para partilhar com o público da cidade este seu primeiro lançamento.

Este concerto conta com curadoria da Saliva Diva, que no próximo mês de junho vai trazer à Tabacaria a música de Polivalente, projeto solo do músico, compositor, produtor e artista plástico lisboeta João Valente (coprodutor e diretor musical de EVAYA, gravação e produção de MAQUINA e Humana Taranja, entre outros).

Os bilhetes têm um preço fixo de 6€ e podem ser adquiridos na OMT, postos Ticketline ou online através de tinyurl.com/CortadaOMT

Em anexo, enviamos fotografias dos Cortada com as respetivas autorias indicadas nos títulos dos ficheiros, bem como um documento com textos sobre a banda e sobre “Gānbēi (干杯)”.

RODEIGO LEÃO NO CENTRO DE ARTES DE ÁGUEDA














RODRIGO LEÃO
O Rapaz da Montanha
sáb 16 mai, 21h30

Auditório | M/6 | 12€ e 15€

Rodrigo Leão apresenta O Rapaz da Montanha. Considerado o trabalho mais português da sua carreira, o seu novo álbum - editado a 25 de abril de 2025 pela Galileo Music - cruza emoção, palavra e memória num retrato íntimo e coletivo do país.

Com arranjos marcados por coros, percussão intensa e letras que abordam identidade, opressão e esperança, o compositor regressa com uma obra de grande profundidade. O disco conta com colaborações de longa data, como Pedro Oliveira e Gabriel Gomes, além de convidados especiais como José Peixoto, Carlos Poeiras e Francisco Palma. A presença da família reforça o tom pessoal do projeto.

Com mais de 30 anos de carreira, Rodrigo Leão convida o público para uma atuação onde a música se torna espaço de partilha e reflexão.

NOVO SINGLE DE BADOXA

 



















Badoxa editou na passada sexta-feira o seu mais recente single, “Te Amo”, que vem acompanhado de um vídeoclipe com a participação especial de Bernardina Brito. O tema já pode ser ouvido em todas as plataformas digitais.

Em "Te Amo", Badoxa aborda um tema atual e sensível: a insegurança que leva a invadir a privacidade do parceiro. A letra confessa o erro de "procurar o que não queria ver no telefone" e confundir o passado com o presente. Através de uma sonoridade envolvente, o artista assume a sua imperfeição e transforma o arrependimento num refrão marcante: "fica comigo, te peço perdão".

O novo tema de Badoxa foi gravado nos estúdios da editora É-Karga Music., e tem produção executiva da É-Karga Music Ent. O videoclipe foi gravado pela Kubrick Films e realizado por Orlando Podence & É-Karga Music Ent. & Joka Kasquinha.

“Te Amo” já pode ser ouvido em todas as plataformas digitais.

CRISTINA MARIA APRESENTA "FILHA DO TEMPO"





















Em plena preparação da exposição RETALHOS (2026) — um projeto profundamente marcado pela reconstrução interior e pela força criadora que emergiu após a tempestade Kristin, que devastou a sua casa em Leiria — Cristina Maria prepara-se para inaugurar esta mostra no próximo dia 21 de Maio, no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, num momento que contará também com uma atuação musical especialmente concebida para a abertura. Ao mesmo tempo, a artista dá um novo passo no seu percurso com o lançamento do single “Filha do Tempo”, integrado no álbum "Entre a Pedra e a Canção".

Se em RETALHOS a artista devolve vida à matéria ferida, transformando as pedras arrancadas pela tempestade em esculturas que respiram memória e renascimento, neste novo tema afirma a mesma pulsação criadora: a arte como extensão da existência, como gesto intuitivo que nasce de um território interior onde a matéria e a alma se encontram.

“Filha do Tempo” é, assim, um testemunho profundo do sentir criador de Cristina Maria — fadista e escultora — que vive a arte como prolongamento da própria vida. A canção revela um lugar íntimo, quase sagrado, onde a criação nasce livre de limites, conduzida pela intuição e por uma força maior que se manifesta no gesto artístico através da entrega total ao que não se controla. Um impulso quase divino.

Inspirada pela forte ligação à natureza, às emoções e ao processo de reconstrução que marcou a sua história recente, “Filha do Tempo” traduz o percurso de quem transforma ruína em expressão, silêncio em forma, inquietude em beleza. Tal como nas esculturas criadas a partir das pedras da sua casa, também aqui a matéria ganha alma — e o tempo, que destrói, torna-se também o tempo que revela.

Neste novo single, Cristina Maria apresenta um manifesto artístico onde a criação se afirma como acto de fé, pertença e comunhão com o universo. A obra celebra a ideia de que a arte não nasce apenas do artista, mas de uma ligação profunda ao mundo, à natureza e a algo maior que a transcende.

"Filha do tempo", revela a travessia interior, onde artista se reencontra consigo mesma:

Peguei em mim sem destino
Foi o vento que me levou,
E no silêncio do tempo
A mão de Deus me guiou.


Se estou feliz, ela sorri
Se a tristeza me abraça, ela chora.
Navego em formas sem saber o fim.
Sou mensageira sem tempo nem hora,
E a nova vida, começa agora.

“Filha do Tempo” afirma-se, assim, como um hino à criação enquanto gesto vital — um reconhecimento de que criar é existir, e existir é deixar-se atravessar pelo tempo que não tem tempo.

L PERTUÉS COM NOVO SINGLE



“ Um Homem Com Chapéu “ é a terceira canção de avanço do novo disco de L Pertués - “ A Felicidade Intermitente do Artista “.

“ Um Homem Com Chapéu “ é um convite à memória de outros dias passados. Neste exercício, o artista foca a acção no sujeito que imprime a cota diária na homilia mais importante da sua rotina. Uma vez lá chegado é tempo de aprender com a barriga encostada ao balcão, assumindo vozes que lhe pasmam a atenção e capacitam, com distinção, o regurgitar de opiniões pouco licenciadas. Ao sentir esse toque, o argumento torna-se simples: “ um Homem com chapéu diz bom dia em qualquer lugar “ .

Vitor Hugo Ribeiro é o autor da letra e música “ Um Homem Com Chapéu“, sendo também o responsável pela gravação e produção do disco nos estúdios Hàdiégua, que conta com a participação de Tiago Santos (bateria) e Ari Martins (voz principal). A mistura e masterização é da responsabilidade de Henrique Lopes, enquanto a fotografia é da autoria de André C. Macedo.

NOVO SINGLE DE CARLOS RAPOSO



Novo tema, lançado a 25 de abril, aprofunda a dimensão mais madura e introspectiva do artista.

Após a revelação de “Rua do Castelo”, Carlos Raposo apresenta agora “Vinho Velho”, o mais recente single de avanço do seu aguardado álbum de estreia, com edição prevista para 2026. Lançado no passado dia 25 de abril, o tema dá continuidade ao percurso artístico do músico, revelando uma abordagem mais contemplativa e depurada.

Com cerca de cinco minutos de duração, “Vinho Velho” constrói-se como uma peça de forte densidade emocional, onde o tempo assume um papel central. Tal como o título sugere, o tema evoca a passagem dos anos, a maturação e o valor da experiência, numa metáfora sensorial que cruza memória, identidade e
transformação.

A linguagem musical de Carlos Raposo mantém o diálogo entre tradição e contemporaneidade que caracteriza o seu trabalho, mas encontra aqui um registo mais íntimo e reflexivo. A instrumentação, marcada pela presença de elementos de raiz tradicional, entrelaça-se com uma abordagem contemporânea, criando uma paisagem sonora rica, subtil e profundamente atmosférica. 

O single já se encontra disponível nas plataformas digitais.

FESTIVAL CUCA MONGA VOLTA A LISBOA PARA A SUA 4.ª EDIÇÃO E ANUNCIA AS PRIMEIRAS 8 CONFIRMAÇÕES





















O Festival Cuca Monga volta ao coração da cidade, nos jardins do Palácio Pimenta (Museu de Lisboa), para a sua 4.ª edição e anuncia os primeiros nomes do cartaz 2026.

Depois de na 3.ª edição o Festival Cuca Monga se ter estreado com sucesso nos jardins do Museu de Lisboa - um oásis verde no Campo Grande, no meio da azáfama citadina um esconderijo sonoro coberto de relva, vagar e tranquilidade -, o evento volta a este espaço para celebrar a música ao vivo, com um cartaz que promete continuar a destacar talento estabelecido e emergente da música independente nacional e ligações internacionais, principalmente criando uma ponte cada vez mais larga e consistente com o Brasil.

Novamente com dois dias cheios de música ao vivo, o cartaz conta com nomes da “casa” como de fora do universo sonoro da Cuca Monga. Do cartaz temos as primeiras confirmações: Capitão Fausto, Sérgio Godinho & ZARCO, Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo, Marquise, Leonor Arnaut, Rapaz Ego e Beatriz Pessoa. Até setembro serão anunciados mais nomes que vão completar o cartaz.

Um dos principais destaques é um concerto especial e irrepetível de Sérgio Godinho e ZARCO, no qual serão tocados e cantados temas de ambos. A este acontecimento juntar-se-á Leonor Godinho, filha de Sérgio e companheira de sempre de ZARCO, que cantará no espetáculo. A amizade vai passar por aqui.

Também única será a experiência de assistir pela primeira vez a um grande concerto e em formato festival de Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo em Portugal. A presença da banda de São Paulo é a primeira pista de um cartaz que promete mais nomes além-atlânticos, num esforço que a Cuca Monga está a fazer para aproximar a música portuguesa e brasileira.

Para colocar a “nova casa” do Festival Cuca Monga a teste, há concerto nesta edição dos Capitão Fausto. É o regresso da banda à sempre saudosa Alvalade que os viu crescer, no concerto que vê a banda a regressar à cidade depois de uma mítica atuação no Meo Arena em janeiro deste ano.

Do restante cartaz há coordenadas de vários locais e sonoridades; do Porto, chegam uma nova grande banda Marquise; de Copenhaga, Los Angeles e Lisboa chega Leonor Arnaut, uma das vozes mais hipnotizantes da nova pop nacional, promete novo disco em breve; com álbuns também recém editados - ambos com selo Cuca Monga -, há Rapaz Ego a “Fazer as Pazes” e “Muito Mais” de Beatriz Pessoa.

O Festival Cuca Monga foca-se em promover música alternativa e independente. Uma celebração sonora da amizade entre artistas e profissionais da área, feita por músicos experientes que sabem o que é preciso para montar um bom espetáculo. Nas palavras da organização “Sejam artistas consagrados, artistas emergentes, ou artistas da Cuca Monga com música nova, a ideia é que todos partilhem palco e tenham lugar. O ponto em comum é adorarmos toda a música que recebemos.”

O espetáculo será montado nos dias 25 e 26 de setembro nos Jardins do Museu de Lisboa - Palácio Pimenta, um recinto fechado, com 2 palcos, várias bancas de comes&bebes, merchandise e, claro, contará com música a partir da tarde até madrugada fora.

Os bilhetes diários estão a partir de agora à venda por 30€, já os passes gerais com acesso aos dois dias de Festival Cuca Monga estão ainda em preço early bird de 40€, subindo de valor em breve. Os bilhetes estão disponíveis na Ticketline aqui.

TELMO PIRES ETREAIA-SE EM LISBOA

 



















Telmo Pires apresenta, no Auditório do Museu do Fado, a estreia lisboeta de Fado Variações. O projeto, que já percorreu uma aclamada digressão internacional, revisita o universo de António Variações através da lente do fado contemporâneo, revelando novas cores, novas respirações e novas possibilidades para um repertório que continua a desafiar géneros e fronteiras.

Acompanhado por Miguel Conchinha (guitarra portugueda), Mauro Resende (viola) e Pedro Sousa (baixo), Telmo Pires — uma das vozes mais singulares e inquietas da atualidade — reafirma a sua capacidade de cruzar tradição e inovação, criando um espetáculo poderoso, elegante e profundamente pessoal. Em palco, a herança de Variações encontra a matriz do fado, num diálogo artístico que honra o passado enquanto aponta caminhos para o futuro.

LISBOA

Sexta‑feira, 22 de maio — 21h00
Auditório do Museu do Fado
Entrada livre sujeita à lotação da sala e mediante reserva para comunicacao@museudofado.pt

CABRITA EDITA EP

 


© Francisco Quera Gomes
















Cabrita
apresenta “Afterlife”, novo EP já disponível nas plataformas digitais, que reúne um conjunto de temas colaborativos com Iguana Garcia, Mirror People, HAYDENMAKESMUSIC, Stereossauro, Scuru Fitchadu e Rita Braga.

Partindo da ideia de que as canções não são entidades fixas, mas antes organismos em transformação, “Afterlife” constrói-se como uma extensão desse pensamento. “Todos sabemos que as canções têm muitas vidas. Desde a primeira ideia na cabeça do compositor, depois as maquetes, e a primeira gravação. Uma série de decisões faz com que se chegue a um resultado”, refere o músico. “E mesmo depois disso já muitos vimos temas antigos, obscuros, saltar para fora do anonimato graças a uma versão ou um filme, anos depois.”

É a partir dessa noção de continuidade e reinvenção que o EP se desenvolve. Após concluir “Umbra” - um disco marcado por uma reflexão sobre o fim da vida - Cabrita propõe-se explorar o que poderá existir para além desse ponto de partida. “Sendo o ‘Umbra’ um disco tão importante para mim por reflectir sobre o fim da vida, quando o terminei dei por mim a pensar sobre o que haverá depois”, explica.

“Afterlife” surge, assim, como uma metáfora desse “pós-vida” das canções, materializada através da colaboração com diferentes artistas. A cada um foi concedida total liberdade criativa, resultando num conjunto de leituras distintas sobre o mesmo ponto de origem. “Resolvi então convidar uma série de artistas, amigos, conhecidos, que admiro muito, para metaforicamente reflectir sobre este ‘pós vida’. Todos tiveram carta branca para tornarem suas as canções, e aqui está uma amostra bem interessante e diversa.”

O resultado é um EP que se move entre diferentes linguagens e abordagens estéticas, refletindo tanto a diversidade dos colaboradores como a própria trajetória de Cabrita, marcada pelo cruzamento de géneros e contextos.

Com mais de três décadas de atividade, João Cabrita afirma-se como um dos músicos mais versáteis do panorama nacional, com um percurso que atravessa o jazz, o rock e a eletrónica. Ao longo da sua carreira, colaborou com nomes como Sérgio Godinho, Dead Combo, The Legendary Tigerman, Cais Sodré Funk Connection, Virgem Suta, Susana Félix, X-Wife, Selma Uamusse e Márcia, entre muitos outros.

Depois de assinalar os 30 anos de carreira com o álbum “Cabrita” (2020) e de aprofundar uma dimensão mais autoral em “Umbra” (2023), o músico apresenta agora “Afterlife” como uma continuação desse percurso - um trabalho que questiona a ideia de forma definitiva e propõe uma escuta aberta à transformação.

“Afterlife” encontra-se disponível nas plataformas digitais.





ANTI-DEMOS-CRACIA LANÇA VOLUME 5 DE IDEOSINCRASIAS

 





















idiossINcrasias - Vol. 5: jesuíno + João Lucas

ANTI-DEMOS-CRACIA 
ADC156ABR2026 
Formato: CD Digipack 
Edição: limitada a 40 exemplares numerados

jesuíno

Os 5 temas de jesuíno neste volume de IdiossINcracias têm um cunho assumidamente político e social, transcrevendo sonoramente a expressão de Jameson e Zizek, de que é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo. Ao contrário de outros trabalhos de jesuíno, onde se empreendia uma viagem com regresso ao ponto de partida, aqui a ação do tempo e do Homem é inexorável e translada-nos a um fim inevitável, não havendo ilusões para um (e)terno retorno.

João Lucas

João Lucas, contrabaixista e produtor radicado nos Países Baixos. Com um percurso que passa por orquestras de renome e projetos de música improvisada, actualmente, João Lucas move-se entre universos distintos: da música antiga com a Residentie BachOrkest, ao rock indie/alternativo com a banda Jackalope Eye, passando pela vida de estúdio, onde continua a explorar novas linguagens sonoras. Essa constante transição entre contextos alimenta a sua criatividade e define a sua identidade artística.

ANTI-DEMOS-CRACIA https://anti-demos-cracia.bandcamp.com/

domingo, 3 de maio de 2026

EM 2026 O JARDIM DO ENFORCADO EDITA DISCO DE ORIGINSAIS


É verdade e já está confirmado: O Enforcado ressuscitou.

Trinta e nove anos depois, ressuscitou, e temam, está de boa saúde.

Em 1987 foi fundado como Herdeiros de Loudun.

Em 1988 alterou o nome para Jardim do Enforcado.

Em 1989 deu três concertos no Rock Rendez-Vous e um no Bar Oceano. Foi o ano da gravação da cassete pela Facadas na Noite, Onde os caixões brotam como flores (fruto de uma sessão gravada no RRV) e da participação na Insónia, uma compilação de bandas da mesma editora.

Os concertos revelam-se teatrais e tétricos incluindo um caixão e uma urna de criança em palco (esta comprada nos saldos da funerária) e uma “espera” algo performática na porta da redação ao jornalista do LP que falou mal da banda. Em 1990 dão um concerto sem o vocalista. Era já a corda a fazer comichão no pescoço.

A cassete foi o único testamento deixado aos vivos antes de ser enforcado em 1991 após um concerto tumultuado que terminou à terceira música e com a banda a ser expulsa de palco pela organização. Mas com a morte a lenda nasceu e levou décadas a ser comentada em surdina, e considerada por muitos como a pioneira do deathrock em Portugal, até que…

… Em 2025, a convite de André Carneiro da editora Pós80s, é editado um CD com músicas antigas e o bónus de uma música nova (Os óculos escuros de Pasolini) esta feita de propósito para esse CD.

Em 2026 a mesma Pós80s edita o concerto de 1989 no RRV, um especial em homenagem aos nove anos da morte de Ian Curtis.

Com o frissom à volta de Os óculos escuros de Pasolini surge a ideia de fazer um álbum inteiramente constituido por músicas novas e apenas com os mesmos três elementos da música nova: Paulo Seixas na composição, todos os instrumentos, e letra de Le Monde, Luis Futre nas vozes e letra de A lenda do Jardim do Enforcado, e Leonel Ventorim na voz e restantes letras.

Colaboram no álbum dois antigos elementos: Abrão Tavares na percursão (A lenda…), Vitorino Corisco em O Monstro do pântano e Sonâmbulo Sentimento, e a estreia de Catarina Ferreira na voz e letra de Dois Tempos. A produção do álbum foi do Paulo Vieira e foi gravado em Março de 2026 e lançado em Junho de 2026.

O álbum é de Rock Alternativo/Pós Punk e as músicas são:

Herdeiros de Loudun
O Monstro do Pântano
Le Monde
Dois Tempos
Os Óculos Escuros de Pasolini
Dois Mil e Vintes
Blocchiamo Tutto!!!
Sonâmbulo Sentimento
A Lenda do Jardim do Enforcado

A banda no passado foi composta por Paulo Seixas, Luis Futre, Carlos Pancadas, Vasco Corisco e Vitorino Corisco, com passagens breves e colaborações de Leonel Ventorim (fundação), Luis Gago, Abrãao Tavares e Ondina Pires (ex Pop Dell´Arte e Great Lesbian Show).

E tudo isto sem Inteligência Artifícial, apenas com uma corda ao pescoço.